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Palacete Imperial acumula denúncias de abandono no centro do Rio

ResumoPalacete Imperial, localizado no centro do Rio de Janeiro próximo ao Campo de Santana, permanece interditado desde 2008 e acumula denúncias de depredação e ocupação irregular. O prédio centenário apresenta sinais visíveis de abandono, com estrutura degradada e uso indevido do espaço. A situação configura risco ao patrimônio histórico e à segurança pública.

Quem circula pelo centro do Rio, perto do Campo de Santana, vê um prédio centenário em abandono. Interditado desde 2008, o Palacete Imperial acumula denúncias de depredação e ocupação irregular.

Marcelo Iglésias
por Marcelo IglésiasColunista de ensino de matemática e ciências · 25 de agosto de 2026
1 min de leitura
Palacete Imperial acumula denúncias de abandono no centro do Rio

Quem circula pelo centro do Rio de Janeiro, perto da região do Campo de Santana, observa um prédio centenário em completo estado de abandono. A situação preocupa quem mora e frequenta a área diariamente. Interditado pela Defesa Civil desde 2008, o Palacete Imperial, na esquina da Praça da República com a Rua Visconde do Rio Branco, acumula denúncias de depredação e ocupação irregular em 2026.

Fundado em 1862, o imóvel abrigou diversas instituições e testemunhou a Proclamação da República, em 1889. Moradores relatam que o prédio está ocupado por pessoas em situação de rua. Apesar de promessas de revitalização, nenhum projeto foi finalizado.

O Palacete Imperial pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1978, quando sediou a Escola de Comunicação e o Instituto de Eletrotécnica. Desde 2012, a edificação, patrimônio tombado, passou a ser responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O objetivo era instalar no local o Centro Nacional de Arqueologia (CNA), mas as negociações não avançaram. Em nota, o Iphan informou que realizou obras emergenciais e cumpriu as intervenções acordadas com a UFRJ, incluindo a limpeza. A autarquia esclareceu que, com a implantação do CNA em Brasília, o edifício deixou de atender à finalidade original. O Iphan também pediu o encerramento do contrato de responsabilidade com a UFRJ, processo que segue em tramitação.

O Centro de Operações Rio informou que a estrutura segue interditada por risco de desabamento, com cerca de dez vistorias desde 2008. Iphan e UFRJ foram notificados sobre os problemas estruturais. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento também emitiu atos de fiscalização. Procurada pela Agência Brasil, a UFRJ não se manifestou até a publicação da matéria.

Marcelo Iglésias

Marcelo Iglésias

Colunista de ensino de matemática e ciências

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